ENCANTAMENTOS DA CULTURA NEGRA – ABOLINDO O RACISMO ESTRUTURAL 

Alunos:

Ágatha Mattes, Andriele M. Johann, Antônio R. Diehl, Augusto M. Bazanella, Bruna da Luz Schweigert, Camila Klunk, Davi K. Schneider, Djénifer B. Gerhard, Eduarda T. de Oliveira, Eduardo Klunk, Gean C. Hauschild, João Lucas Schedler Ochoa, Ketlin N. Walter, Lana I. Siebel, Luis Henrique Birck, Luísa Fink, Manuela Schedler Ochoa, Maria Eduarda Dickel, Maria Vitória N. Celaro, Mateus H. Flach, Miguel P. Reiter, Natália M. Prediger, Rafaela G. Ferrari, Roberta Birck, Roger R. Durayski, Vitória R. L. Mattes.
Orientador(a):

Orientador:

Janaina Costa

Categoria:

Resumo:

  • INTRODUÇÃO

    Diante  das  situações que se encontra o racismo  no  Brasil,  uma  das faces apresentadas é o racismo estrutural. Existem sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras. No Brasil, e em outros países, essa distinção favorece os brancos e desfavorece negros e indígenas. Pires (2016) em seu estudo possibilitou a quantificação de 874 proprietários que utilizavam o trabalho escravizado nas cidades de Taquari, Estrela e Santo Amaro, no período de 1857 a 1888. Com isso, o racismo transcende no âmbito institucional, está na essência da sociedade e, para alguns é conveniente manter, reproduzir e recriar desigualdades e privilégios. Com a temática ‘Encantamentos da Cultura Negra – Abolindo o Racismo Estrutural’, o projeto visa “desfazer uma crença baseada em mentiras, valorizar e ampliar o respeito à diversidade cultural étnica”. São exatamente nossas raízes culturais, familiares, sociais, que nos distinguem dos demais e nos dão uma identidade de povo e de nação”.

  • METODOLOGIA

 A metodologia norteou-se em  em atividades práticas, lúdicas e saídas de campo, como: a história de como os Negros chegaram no Brasil; leitura do livro OBAX, história de Zumbi dos Palmares; leitura da história Abayomi de Elba Lyrian; confecção da boneca Abayomi; brincadeiras africanas; confeção de instrumentos musicais de origem africana; leitura da lenda das máscaras africanas e recriação das mesmas; dança das máscaras; roda de conversa sobre a estátua Menna Barreto situada na praça do município com uma historiada da região; entrevista com ex-aluno negro da escola; releitura e confecção da beleza da mulher negra;  saída de campo para conhecer a árvore BAOBÁ e roda de conversa com o grupo Afroblack. 

  • RESULTADOS E DISCUSSÕES 

Trabalhar as histórias Africanas permitirá um resgate das nossas origens, sensibilizando aos alunos que a cultura negra nos trouxe muitas contribuições para a nossa língua, culinária, costumes…,formando a identidade de nosso país. Com este projeto podemos refletir sobre as diferenças raciais e a importância de cada um no processo de construção de nosso país, estado e comunidade. Em meio à diversidade de valores e culturas na qual estamos inseridos, faz-se necessário repensarmos nossas ações diante das atitudes de desrespeito. Contudo, percebe-se a necessidade de um trabalho constante desde os anos iniciais, proporcionando debates, momentos de reflexão e valorização da Cultura Negra, compreendendo sua importância para diálogo e convivência respeitosa com a diversidade. 

  • CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Como resultado, identificamos que trabalhar as histórias africanas permitiu um resgate das nossas origens, sensibilizando os alunos o quanto a cultura negra trouxe contribuições importantes para a nossa língua, culinária, costumes, formando a identidade de nosso país. O trabalho pôde mostrar, a realidade e a verdade sobre a cultura negra, a discriminação da construção de uma representação social negativa sobre o “ser negro” no Brasil. O quanto os negros, construíram uma história rica de reação e resistência, produziram cultura e impregnam as suas raízes. Dessa forma, pudemos dar continuidade no processo de formação humana que ultrapassa os muros da escola, envolvendo as famílias, escolas e comunidade escolar e incluindo a identidade negra como processo histórico, social e cultural. Tornando os alunos multiplicadores de valores anti-racistas, ao promover a reversão de estereótipos negativos, possibilitando aos alunos negros a construção de uma auto-imagem positiva, bem como aos não-negros reconhecer as marcas das culturas africanas que, independente da origem étnica de cada brasileiro, fazem parte do seu dia-a-dia.

  • REFERÊNCIAS 

PIRES, Karen D. O trabalho escravo e suas implicações na paisagem urbana e rural de Taquari, Estrela e Santo Amaro/RS – Final do século XIX. 2016. 182 f. Dissertação (Mestrado em Ambiente e Desenvolvimento) – Universidade do Vale do Taquari, Lajeado, 2016.

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